Com taxas cada vez maiores, clubes se afastam. Estádio tem só um jogo até 2014
Passados cinco meses desde a inauguração do Mané Garrincha, o cenário
futuro de jogos no estádio é desértico. Depois de dias de glória ao receber
duelos entre grandes clubes nacionais e até a seleção brasileira, o GDF terá de
trabalhar muito para o principal palco da capital não se enquadrar no rótulo de
Elefante Branco.
Embora a Coordenadoria de Comunicação para a Copa (ComCopa) afirme que a
agenda do Mané Garrincha está cheia até dezembro deste ano, há apenas uma
partida confirmada: Flamengo x Vasco, em 6 de outubro.
Curiosamente, a redução da procura dos clubes para realizar os jogos na
capital ocorreu quando houve aumento da taxa de ocupação do estádio de R$ 4 mil
para uma porcentagem do valor bruto da receita arrecada. O decreto nº
34.561, de 9 de agosto de 2013, determinou uma taxa de 15%, diminuída para 13%
quando o clube ou pessoa jurídica fecha pacote por quatro jogos.
O JBr, porém, apurou que em todas as partidas no estádio após a Copa das
Confederações foram cobrados 13%. Na da seleção, a CBF foi isenta de pagar a
taxa, conforme prevê exceção no decreto. Só com os nove jogos do Brasileiro, o
GDF arrecadou R$ 2.166.572,75. Em 14 de julho, no jogo Vasco x Flamengo, o GDF
abocanhou R$ 592.252,10.
Vasco e Fla pensam em não voltar
Com somente o show de Beyonce e a partida entre Flamengo e Vasco
marcadas na agenda do estádio, a tendência é que a arena não seja tão utilizada
como nos últimos meses. De acordo com o presidente do Vasco, Roberto Dinamite,
não há nada confirmado além do previsto. Ele diz que clube continuará mandando
seus jogos no Rio de Janeiro. “Não existe nada. Os jogos que competem ao Vasco
vão ser jogados no Maracanã e em São Januário. Se surgir algo bom pelo lado
financeiro e técnico, vamos analisar”, disse o dirigente, por telefone, ao JBr.
Com Flamengo e Complexo Maracanã S.A. quase em acordo para realizar os
mandos de campo do Rubro-negro no estádio, a tendência é que o principal
“inquilino” do Mané Garrincha no primeiro turno também não volte para cá.
“Ainda não posso comentar sobre isso, pois não tenho a programação”, despistou
o diretor de Marketing do clube, Fred Luz.
Segurança
Outro fator que afastou o público do Mané Garrincha foram os dois atos
de violência em partidas próximas – Flamengo x São Paulo e Vasco x Corinthians.
Segundo o GDF, porém, “todos os eventos no estádio seguem rigorosamente as
normas de segurança.”(M.E.P.)
Nem seleção faz lotar
Além dos clubes estarem fugindo, o efeito novidade parece ter passado
entre os torcedores frequentadores de estádio.
Nem a seleção brasileira conseguiu encher. Na última década, Brasil 6 x
0 Austrália foi a pior média de público por capacidade máxima do estádio, na
capital. O recorde é de Brasil 6 x 2 Portugal, quando a seleção atuou no
Estádio Bezerrão, no Gama, e colocou 19.157 pagantes em 20 mil lugares.
Versão Oficial
A ComCopa esclarece que o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha
tem sua agenda cheia até dezembro deste ano. Até lá haverá diversos jogos de
futebol e shows. Não se pode falar, portanto, em “elefante branco”. O clássico
entre Flamengo x Vasco está entre as partidas confirmadas na Arena. O Botafogo
negocia o mando de campo para mais dois clássicos.
Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br
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