Suzano Almeida
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Concretizaram-se ontem os temores de que haveria manifestações na Câmara Legislativa contra os deputados acusados de improbidade administrativa. Pelo menos dez manifestantes mascarados e portando faixas ocuparam o saguão de entrada da Casa e prometem só sair após parecer favorável a abertura de processo de cassação contra os deputados Aylton Gomes (PR), Benedito Domingos (PP) e Rôney Nemer (PMDB).
Além do pedido contra os distritais, o grupo pediu à reabertura da mesa de negociação sobre o Santuário dos Pajés, localizado no Setor Noroeste.
A reunião da Mesa Diretora para decidir o futuro dos parlamentares está marcada para amanhã. Até lá, o presidente da Câmara, Wasny de Roure (PT), garantiu aos manifestantes que eles teriam acesso a água, luz e aos banheiros, além de alimentos que fossem enviados de fora da Casa.
Os manifestantes passaram a noite na Câmara Legislativa e continuam instalados por lá.
MOVIMENTOS

O grupo formado por jovens reúne pessoas não só do Distrito Federal, mas também de outros estados, como a estudante Paola Rodrigues, que veio do Rio Grande do Sul. Ela afirma que, até então, as manifestações estavam voltadas para pautas nacionais, mas que, com a possibilidade de arquivamento dos processos contra os distritais, o auto intitulado Movimento Juntos decidiu ocupar a Câmara Legislativa.
As porta-vozes do movimento Ayla Viçosa,19 anos, e Vanessa Dourado, 29, garantiram que o movimento será pacífico, mas que os militantes só deixam a Casa após a reunião da Mesa.
Apesar da pressão, Wasny negou qualquer possibilidade de antecipar para hoje a reunião da Mesa, para deliberar o pedido.
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